É com grande espanto que constatei finalmente um pouco de literacia. Tenho de dar realmente a mão à palmatória pois revejo uma pesquisa atenta e de uma grande precisão ciêntifica do senhor engenheiro 13. Mas como a vida nada mais é que constante mutação e evolução, penso que é chegada a hora de vos provar que tenho uma licenciatura em Biologia, com estágio efectuado entre noitibós, mariposas, javalis e outros que tal, mortos ou vivos. Nesse sentido aqui ficam as subespécies que poderemos encontrar dentro dos rouxinois:
Luscinia megacopus patricius: Indíviduo inconfundível dos seus parentes devido a duas características base: fezes em forma de bebé humano e penugem à base de uns calções tipo tropa, colete de ganga e umas All Star pretas. Esta penugem dura cerca de um verão inteiro. Para além disso convém acrescentar uma protese dentária, assim como uma certa tendência para adormecer a cagar.
Luscinia megacopus felgueirences: a característica base deste individuo é o seu canto; distingue-se na floresta pela impetuosidade e sapiência com que defende as suas crenças e assuntos do reino animal, chegando mesmo a apostar 500 euros com os seus pares por cada disputa. É no entanto um individuo fiel ( à sua rainha Fatimas corruptus felgueirences) e um bom jurista, tendo inventado as regras do basket de rua.
Luscinia megacopus aristotelicos: distingue-se por ser o individuo de menor estatura mas o mais hábil em termos de mobilidade, com o seu movimento tipico das rodas. Precisa de constante hidratação alcoolica, e desde cedo que apresenta umas caleiras no couro cabeludo. Individuo que quando jovem tem um certa tendência para a marcação de território, urinando em qualquer altura, em qualquer lugar.
Luscinia megacopus vaquinhas: individuo que canta muito raramente, mas que quando o faz ilumina todo o reino, com a sua sabedoria: "este ano estavam poucas pessoas no carnaval; se calhar foi por ser segunda-feira"; individuo discreto mas que com hidratação alcoolica faz-se livre de toda a penugem e come minhocas. Também se dá muito bem com cachorros e gosta muito de ir para o meio da bouça com a sua femea.
Luscinia megacopus mouriscos: individuo da família real com grande peso no café ritz. Distingue-se por ter mais olhos que barriga, tentando beber mais do que realmente consegue. Individuo de linguagem farta com uma certa apetência pelo canto brejeiro e pelas cantigas de escárnio e de mal dizer. É de referir ainda na sua penugem uma marca branca decoberta pelo cientista João Gil.
Luscinia megacopus brunos: individuo que mais se aproxima do pavão, sempre com a sua penugem em grande condição. Alimentação à base de presunto e panaché. Individuo com uma capacidade de reacção muito grande quando na presença de tesudas ou boazonas! Territoralista por natureza o seu grande porte afugenta os adversários, sejam eles nados na sua floresta, ou de terra alheia.
Luscinia megacopus dentários: individuo muito calmo e com uma apetência para bebidas brancas. Comum encontrar no seu ninho o papel que embrulha o queijo. Individuo que tem como rota migratória o algarve.
Luscinia megacopus ferreirinhas: Individuo que se distingue pela intensidade das suas bufas e pelo arco das suas patas. É o mais leve entre os seus pares. Nos últimos tempos tem tido uma área de distribuição cada vez maior. Utiliza o veneno como arma de ataque quando necessário. Votado a cantorias discursivas, sejam elas em forma de rima ou não.
Luscinia megacopus caimancos: Uma das novas subespécies a ser encontrada. Tem como característica base uma alimentação à base de pão e uma certa apetência para a poupança de recursos. Interprete perfeito das leis do jogo, mas que tem uma certa apetência para a corrupção.
Luscinia megacopus bileiros: Individuo em constante procura em termos de aquisição de conhecimentos. O seu habitat entrará naturalmente em extinção face à pressão exercida pelo habitat dos restantes rouxinois.
Terminou a aula. Podem sair.
terça-feira, setembro 26, 2006
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário