quinta-feira, setembro 29, 2005

Nem todo o Azul é cego

Por vezes há pessoas de quem gostamos q nos desiludem...noutros casos são pessoas q não gostamos q demonstram serem capazes de pensar/analisar e dizer algo de muito acertado.
Estou a falar do Manuel Serão, em crónica q escreveu no JN começa por dizer se alguém lhe consegue explicar a diferença das casas de alterne de Bragança dos “elefantes brancos de Lisboa…talvez as meninas, talvez a clientela… segue dizendo q em Bragança as mulheres revoltaram-se contra a existência de tal meninas, mostra de patriotismo exemplar (mas tb de um pragmatismo inatacável…) em vez de desancarem nos maridos faltosos, não descansaram enquanto não despacharam a concorrência desleal.
Quando alguns esperavam q o país fosse varrido de lés a lés, a saga ficou-se por Trás-os-Montes, ainda q continue sem perceber a diferença entre Bragança e Lisboa.
Por muito q os ilustres escribas deste pais nos tentem convencer do contrário, a indignação generalizada à volta de Fátima Felgueiras reconduz-nos à mesma questão. Serão diz que não é socialista ne3m conhece a Sra. de lado nenhum mas pensa q se está a cometer em relação à ex-presidente a mesma injustiça relativa.
Aqueles que se insurgem contra a decisão da juíza são os mesmos q estão sempre prontos para vociferar contra as repetidas violações do segredo de justiça e para reclamarem a favor de quem lhes agrada, a obrigatória presunção de inocência antes da sentença condenatória transitar em julgado.
Ainda pior do q estes comentadores com 2 pesos 2 medidas, são os políticos (e nem cavaco escapou…) q. quando estão no governo ou se trata de gente amiga, nunca se esquecem de defender com unhas e dentes a independência dos tribunais e agora não resistiram a tornar publica a sua estupefacção e a arrastar pela lama o nome da juíza. Finalmente, estes casos servem ainda para os adeptos de um maior centralismo atacarem o poder local. Claro q um arguido autarca não tem direito ao mesmo tratamento que um arguido qualquer do poder central.
Está-se mesmo a ver q um autarca arguido claro q está farto de roubar. Enquanto de cada vez q há um ministro ou um administrador de uma empresa pública de Lisboa com problemas nos tribunais é tudo culpa da intriga política.

PS- O q o estado deve nada tem haver com o se fugir ao não com dinheiro...quer queiram quer não, os 300 MILHÕES, é SACO aZUL...
As melhores cabeças do nosso país ganham muito no sector privado... nunca iriam pra politica pelo "pouco" q é pago aos governantes, quantos ganham bem mais do que o nosso Presidente...

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